segunda-feira, 10 de maio de 2010

Museu da castanha e Arte Sacra






RESUMO

Para acabar só me resta dizer que nesta aldeia existe um ambiente calmo e familiar onde existe uma entre-ajuda entre todos os habitantes.Uma aldeia tradicional mas onde não esquecem o desenvolvimento,onde ja existe centro de dia um novo bairro para combater o abandono que se tem vindo a ver noutras aldeias e um polidesportivo que tem cativado gentes da guarda para a prática do ténis entre outras.não esquecendo o recente criado grupo de ciclismo e BTT.Espero que tenha conseguido cativar a vossa curiosidade e venham visitar a minha aldeia....FICO A VOSSA ESPERA

FESTA DA ALDEIA

FEIRA


“Uma festa que mexeu com toda a aldeia”

De um Outono de memórias rezou a festa. Festa com Feira, ou Feira com Festa, a música e a comida, o folclore e as bandas, a religiosidade e a arte sacra, os trajes e os ofícios de fazer coisas, o teatro e a pintura e a terra... a terra e as pedras húmidas do tempo misturaram-se com o frenesim de receber bem.
Festa rija com cultura, muito empenhamento e obsessão, misturados com um sentido de comunidade saído não se sabe de onde, caracterizaram este tempo, feito de espaços escancarados, recheados de coisas antigas, e que coisas...
Este ventre de Aldeia, este naco de terra de pedra, viu os seus filhos unidos num projecto comum.
Tudo começou numa tarde de fim de Verão: toda a população era convidada a participar numa reunião, eu diria quase de família, para ser apresentado o projecto que vinha amadurecendo há algum tempo e que agora desafiava toda a comunidade a participar numa actividade de índole cultural, à qual decidimos chamar de Feira Antiga/Festival de Cultura Popular.
O objectivo do evento baseava-se em toda a sua essência em dois aspectos fundamentais: sensibilizar toda a população para a preservação do património cultural, tradicional, urbanístico e paisagístico da aldeia e sua revitalização perspectivada no futuro. O engenho e a ousadia de alguns foi o suficiente para despertar em toda a população o interesse no envolvimento num projecto que era de todos.
Tornava-se necessário transformar a pequena aldeia num cenário real do passado, por forma a proporcionar a todos uma viagem no tempo com mais ou menos um século de história, resumida a três dias.
A adesão da população foi ímpar nos dias que correm, de tal forma que, durante cerca de três meses, todos se mobilizaram para o mesmo fim; as casas de granito defumado abriram-se para dar lugar a autênticos altares de objectos de valor inquestionável, agora transformadas em casas típicas relacionadas com as artes e os ofícios de outros tempos. Abriram-se as arcas da memória, exaltou-se a alma de um povo, suas raízes e tradições, e como se de um feitiço se tratasse, surgiram aqui e ali reconstituições perfeitas de espaços esquecidos pelo tempo. As exposições de arte sacra, os trajes antigos, os bordados, a fotografia, a gastronomia tradicional, as rezas e mezinhas, a missa em latim, o cheiro a pão quente saído do forno secular da aldeia e a matança do porco, misturavam-se com a azáfama dos visitantes que aqui e ali contemplavam com ar de espanto as riquezas e sabedorias de outros tempos.
Encaminhados por um pequeno roteiro da aldeia, podiam ainda apreciar ao vivo o trabalho do sapateiro, do barbeiro, da tecedeira, do alfaiate e da costureira entre outros.
O aroma da aguardente cristalina e fumegante que corria da alquitarra obrigava a procurar as castanhas assadas, os frutos secos, os biscoitos e os cascoréis que se encontravam no largo do chafariz, agora transformado no local da feira propriamente dito, onde estavam também os enchidos, os queijos, os ovos, os legumes, os tecidos, a taberna, a mercearia e as santinhas de açúcar ao lado dos brinquedos de madeira, misturados com a simpatia dos “vendedores” minuciosamente trajados à época.
Contrastando com este ambiente insólito, encontravam-se pelos cantos e vielas da aldeia artistas transportando para a sua tela particularidades de uma aldeia contagiante de magia, simplicidade e beleza natural.
A animação cultural completava o ambiente de festa, a alegria dos gigantones, o teatro de robertos, os acordeonistas e as bandas, os ranchos folclóricos, os concertos de música sacra e os cantares de antigamente, misturavam-se com a feira, com as artes e os ofícios, numa poliforme sintonia entre o passado e o presente.
Esta Feira antiga, este Festival se Cultura Popular, teve a riqueza peculiar de ser feita a partir das raízes, pelas pessoas da terra.
Aldeia do Bispo viveu dias inesquecíveis que deixaram marcas indeléveis na memória de todos. Esta feira, esta festa, teve tanto de exemplar como de inexplicável nos dias de hoje, que se repetiu no ano seguinte com mais empenho e sucesso ainda.
Termino este testemunho com a saudade do que mais bonito e gratificante já se fez algum dia em Aldeia do Bispo, com a certeza porém que os objectivos do evento forma atingidos na sua plenitude.
Ficou bem presente na memória de todos o quão importante é preservar e valorizar o que de melhor nos foi legado pelos nossos antepassados, de tal modo que atrevo-me a dizer que esta festa ficou na nossa história como exemplo de união, coragem e amor pela terra mãe, o qual contribuiu para a revitalização de uma aldeia que hoje, mais do que nunca, mantém a vontade de conservar as suas tradições, as suas raízes e a sua identidade própria. Prova disso foi a criação do grupo de cantares tradicionais “Camponesas de Aldeia do Bispo”, que conta já com a participação de mais de trinta pessoas de diferentes faixas etárias, o qual tem vindo a desenvolver um papel importante na divulgação cultural da aldeia.

HISTÓRIA



Resenha histórico-geográfica da freguesia:


«Aldeia do Bispo situa-se na Beira Interior na zona do Zêzere, com uma área total de 10, 75 Km2, e dista 6 Km da cidade da Guarda (sede de concelho).
Está edificada em reserva ecológica, marcada pela passagem de várias linhas de água, que correm em direcção ao Rio Zêzere e ao Rio Côa. A sua posição geo-estratégica permite-lhe observar todo o vale até á Serra da Estrela. É uma das freguesias mais antigas do concelho da Guarda e o seu território encontra-se entre o ribeiro de Santo Amaro e o da Amezendinha, afluentes do rio Teixeira e Fontão. Está delimitada a norte, pela Freguesia da Sé, a sul, pela Freguesia da Vela, a este, pelas Freguesias de Panóias de Cima e Ramela, e a oeste, pela Freguesia de Vale de Estrela. A Freguesia de Aldeia do Bispo tem, ainda, duas anexas, designadamente Santa Cruz e a Quintinha.
Situa-se no limite desta freguesia a conhecida ermida da Santa Cruz que fica num outeiro, nas proximidades do cruzamento de estradas (Guarda-Covilhã-Sabugal) nas imediações da cidade da Guarda. A invocação de Santa Cruz, que dá o nome ao lugar, é uma das provas de que existiu vida humana muito antes da Nacionalidade, já que é um culto antiquíssimo documentado na Ibérica desde o século IX
Aldeia do Bispo foi um priorado da Câmara Episcopal. É esta a razão pela qual se chama hoje "do Bispo". Foi um priorado de apresentação, in solidum, do prelado da Guarda. Sempre foi assim talvez devido à proximidade entre as duas localidades.
Em termos administrativos, Aldeia do Bispo pertenceu sempre à Guarda, facto tanto mais assinalável quando se sabe que muitas outras freguesias do concelho de hoje formaram freguesias próprias até ao século passado ou pertenceram a outras circunscrições.
A descrição da freguesia, que podemos encontrar nas Memórias Paroquiais de 1758, caracteriza de forma muito interessante a aldeia: "Lugar da Provincia da Beira, Bispado. Comarca e Termo da Cidade da Guarda,. he del Rey,. tem oitenta vizinhos entrando neste número huma quinta no sítio de Almesendinha, que lhe pertence.
Está fundado no alto de hum monte, do qual se descobrem estas povoações: a cidade da Guarda, as
villas de Jarmelo. Monsanto, Belmonte os Lugares de Caria, Pena-Boa, e Valverdinho. (..)
Pertencem a este lugar, e estão no destricto da sua Freguesia tres Ermidas, todas fóra do povoado," intitulão-se huma de Santa Cruz, outra de São Domingos, e de São Sebastião a outra, pouco frequentadas de Romagens "


Património cultural

PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO


Igreja Matriz

Templo do século XVIII, possui um brasão alusivo ao Bispado que a mandou edificar. No seu interior destaca-se o retábulo do altar-mor com querubins.


Campanário, composto de dois grandes sinos, junto à Igreja.


Ermidas:

- De São Sebastião
- De São Domingos (em ruínas)

- De Santa Cruz, sendo apenas esta objecto de ampla romagem no 1° Domingo de Maio.


Fontenários:

- Chafariz Público
- Fontes de mergulho, recuperadas recentemente.


Forno Comunitário, utilizado no fabrico de pão e bolos regionais.


Penedo Ladário, considerado um dos pontos mais altos da aldeia, bem como o Marco Geodésico.

sexta-feira, 7 de maio de 2010


Grupo de cantares da Aldeia do Bispo.Composto por habitantes e amigos da nossa aldeia.Um dos chamarizes para nos visitarem.

vista superior da aldeia



Nesta fotografia pode ver-se a igreja matriz e o forno comunitário.